terça-feira, 19 de maio de 2015

Redução da Maioridade Penal: a FAVOR ou CONTRA?

Quando resolvemos falar sobre a maioridade penal, devemos ter uma atenção redobrada, pois se trata de um assunto delicadíssimo, onde atrai milhões de pessoas e divide muitas opiniões. Com a redução de 18 anos para 16 anos, deve-se lembrar que o número de apenados em nossas penitenciárias brasileiras ira ter um percentual aumentado. No entanto, o cuidado deve ser redobrado neste requisito, pois devemos procurar soluções para não acabar agravando os problemas. Assim, em primeiro lugar, devemos procurar resolver os problemas sociais do nosso país, pois apenas baixando a idade penal não resolverá total problema, não colocar a culpa apenas na segurança ao sistema da maioridade pena. Por outro lado, também deve-se lembrar que se uma pessoa a partir de 16 anos pode trabalhar, casar e votar, por que não responder por seus atos quando cometer crimes como roubar, traficar e até matar. O adolescente menor de 18 anos sabendo que entrando em conflito com a lei, será impune em comparação as consequências de um adulto. Portanto, devido a essa impunidade, muitos menores são usados para cometerem crimes no lugar dos maiores, tendo sua vida comprometida. Para haver redução no Brasil, deveria haver mudanças da estrutura no sistema penitenciário, assim como nos Estados Unidos. Penitenciárias separadas, atendimento psicológico, uma educação melhor para solucionar os conflitos da redução da maioridade penal.

OBSERVAÇÃO:

Texto elaborado por alunos do 3º Ano do Ensino Médio após diálogos acerca do assunto supracitado. 

terça-feira, 28 de abril de 2015

Percepções de uma Cabeça Bem-Feita

Somos o que fazemos, mas somos, principalmente, o que fazemos para mudar o que somos. (Eduardo Galeano) 

GOMES, Róger Walteman 

A sociedade do século XXI está vivenciando um período marcado pelas transformações, advindas, principalmente, do grande avanço tecnológico, no qual se pode visualizar o surgimento de um meio técnico-científico informatizado e disseminado pela globalização capitalista. Nesse contexto, a educação se insere como instrumento relevante para o propósito de mudança das questões socioeconômicas do capitalismo, que criam mazelas que perduram há séculos. Neste sentido, a educação tem, tornando-se a alavanca propulsora de um mundo mais justo. Entretanto, o que se vivencia é, na sua maioria, uma educação mecanicista, incapaz de transformar informações em conhecimento transformador da realidade, especialmente nas suas mazelas sociais e ambientais. É preciso identificar as causas da crise socioambiental e não apenas constatar os seus efeitos perceptíveis, as suas externalidades. Nessa perspectiva, “(...) o fato de sermos uma espécie biológica não esgota o ser humano enquanto ser social; ou seja, um ser complexo construído pelas relações entre biológico, o cultural, o econômico, o político e o histórico (...)” (LOUREIRO, 2004, p. 37). Neste sentido, Edgar Morin (2006, 2007) direciona para um pensamento situado no campo da complexidade e da leitura do mundo a partir de uma totalidade crítica, dialógica e aberta. Em seus escritos, ele traz uma contribuição necessária para refletirmos o modo como a educação está sendo desenvolvida em nossos sistemas de ensino atual. Dessa forma, através de um novo paradigma não reducionista e não mecanicista, descomprometido com a produção e acumulação e das desigualdades no bojo da sociedade capitalista. Desta forma, Loureiro (2004) afirma que: (...) Ignorar a complexidade de tal cenário e a impossibilidade de se revolucionar a sociedade no planeta por meio dos caminhos “somente éticos”, “somente científicos” ou “somente educativos”, é reproduzir, sob diferentes roupagens e às vezes belos discursos, o que existe e o que ameaça a própria vida (...) (p. 48) Nessa perspectiva Freire (1996) faz referência ao pertencimento como membro ativo no mundo (...) O fato de me perceber no mundo, com o mundo e com os outros me põe numa posição em face do mundo que não é de quem nada tem a ver com ele. Afinal, minha presença no mundo não é a de quem a ele se adapta, mas a de quem nele se insere. É a posição de quem luta para não ser apenas objeto, mas sujeito também da história (...) (p. 54) 
Podemos dizer que esse é o maior objetivo a ser alcançado, pois ensinar só por ensinar não se faz suficiente nos tempos atuais em que a transformação social não pode ceder à pressão comodista da inércia e da alienação geradas por certo ambientalismo cosmético cultivado pela mídia e por uma visão centrada apenas no marketing ecológico. A educação direcionada para a libertação da exclusão, da violência simbólica, da seleção do modelo darwinista social neoliberal, que o mundo atual nos impõe se faz necessário em prol da construção do sujeito crítico-reflexivo e transformador. 

REFERÊNCIAS 

FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996. 

LOUREIRO, Carlos Frederico B. Trajetória e fundamentos da educação ambiental. São Paulo: Cortez, 2004. 

MORIN, Edgar. Os setes saberes necessários à educação do futuro. SILVA, Catarina Eleonora F. da; SAWAYA, Jeanne. (trad.) 11. Ed. São Paulo: Cortez, 2006.

MORIN, Edgar. In: Educação e complexidade: os setes saberes e outros ensaios. ALMEIDA, Maria da Conceição de; CARVALHO, Edgar de Assis. (orgs.) 4. Ed. São Paulo: Cortez, 2007.

domingo, 12 de maio de 2013

A MARGINALIZAÇÃO DOS EXCLUÍDOS

Por João Fischer

A pobreza é um estado de miséria que causa sofrimentos por insuficiência de alimentação, que por sua vez gera problemas de saúde e, esses dois fatores influem no aprendizado e conseqüentemente na profissionalização, que possa levar a pessoa a uma remuneração melhor e sair do estado de miséria. Há muitas décadas se discute o círculo vicioso da pobreza e as estratégias para romper esse círculo e partir para um desenvolvimento sustentado tem sido modestas. O círculo, para lembrar, consiste do seguinte: O país (ou região) é pobre porque falta capital; falta capital porque há baixa capacidade de poupança (de acumulação de riqueza); há baixa capacidade de poupança porque há baixa renda; há baixa renda porque há baixa produtividade e há baixa produtividade porque há falta de capital. A primeira vista parece ser simples a solução: basta injetar capital. Mas não é tão simples assim, porque o capital precisa, em contrapartida, de recursos humanos, necessários para que possa produzir. De nada adianta um equipamento sem que se tenha alguém para operá-lo. Necessitamos, portanto, melhorar os recursos humanos, cujo processo não é fácil, dado ao estado de miséria em que se encontra essa massa de recurso potencial. Tem sido amplamente divulgado pela imprensa que no Brasil, temos 32 milhões de pessoas em estado de miséria. Para ver a diferença de efeitos da injeção de recurso: é só ver o efeito do Plano Marshall na Europa e o Plano da Aliança para o Progresso na América Latina. Para a reconstrução da Europa, destruída pela guerra foi necessário apenas a injeção de capital, pois recursos humanos havia. Na América Latina, pela falta do mesmo nível de recursos humanos, não tivemos os mesmos resultados. Criou-se, logo após a Segunda Guerra Mundial o Banco Mundial, cujo nome é Banco Internacional de Reconstrução e Fomento (BIRF). Os poucos anos que injetou recursos na reconstrução da Europa deu um resultado fantástico; se comparado com os muitos anos que vem injetando recursos de fomento em todo o mundo subdesenvolvido ou em desenvolvimento, também chamado terceiro mundo. A pobreza tem aumentado e continua aumentando, por duas razões: o crescimento demográfico, que tem sido bem maior nas camadas mais pobres que nas camadas mais ricas, e a falta de capacidade de nos ajustarmos as mudanças tecnológicas. O crescimento demográfico, especialmente nas camadas de menor poder aquisitivo, gera um ônus que dificulta a capitalização para promover o progresso econômico e assim melhorar o bem estar das pessoas. Há vinte anos tínhamos uma população aproximadamente igual a do Japão. Hoje temos vinte milhões mais que o Japão. São milhões de pessoas que ainda não se incorporaram na forma ativa de trabalho, mas que representam custo para a sociedade: alimentação, vestuário, educação, saúde, etc. Os recursos gastos na manutenção desse contingente são recursos a menos que temos para investir no progresso da sociedade. Esse contingente é apenas o adicional ao contingente a ser mantido de uma ou outra forma, sem que tenham condições de auto-sustentação e progresso com suas próprias forças. E esse processo vem ocorrendo há muito tempo. Sempre somos o país do futuro. Muitos morrem de velho e não chegam a desfrutar dos benefícios com os quais sonharam, quando em sua juventude lhes era solicitado sacrifício. Sempre em nome do país do futuro, sua esperança terminou como sua própria sombra que não conseguiram alcançar na corrida da vida. Como a corda rebenta na parte mais fraca, boa parte do ônus para socorrer os mais necessitados recaiu sobre os ombros da classe média, fazendo com que muitos destes passassem para o grupo dos pobres, aumentando o contingente de necessitados. O avanço tecnológico e a necessidade de adaptar-se as contingências do mundo atual requerem reajustes que implicam em sacrifícios. Só uma revolução industrial, com o surgimento das indústrias, deixou artesão e camponeses sem os meios mínimos de sobrevivência, a grande miséria reinante na Europa naquela época, fez com que grande massa humana buscasse novos horizontes migrando para as américas. Foi naquela reciclagem que vieram para o Brasil os imigrantes alemães e italianos. Hoje, com a revolução tecnológica e a globalização da economia, tem-se gerado desemprego que requer uma reciclagem e geração de novas oportunidades de produção. A migração para novas fronteiras, na mesma profissão, não existe mais. O mundo vive um processo de globalização para capitais e bens materiais, mas não há a mesma mobilidade nos recursos humanos. Isso cria uma dificuldade especial, que é a necessidade de criar novos empregos nas próprias regiões geográficas do planeta. A falta de capacidade de produzir essa reciclagem faz com que a pobreza aumente. O desespero aumenta a insegurança, criando mais gastos para a sobrevivência do bem-estar ainda existente. 

 *João Fischer é deputado pelo PPB e presidente da Comissão de Economia e Desenvolvimento

Veja alguns números da situação da população mundial:



Enquanto a pobreza gerar riqueza, a mesma nunca irá acabar.


quinta-feira, 2 de maio de 2013

O HEROÍSMO DE SEPÉ TIARAJU

Compreenda a história de um dos maiores heróis do Estado do Rio Grande do Sul.

video
ATIVIDADE

01 - Qual a importância de Sepé Tiaraju para a história do Rio Grande do Sul?

sábado, 27 de abril de 2013

TRABALHO DE FUSOS HORÁRIOS

01. Um empresário amazonense está com uma viagem marcada às 6h para o Rio Grande do Sul. O percurso tem duração de 7 horas e 30 minutos. Considerando o horário do Rio Grande do Sul, a que horas o empresário desembarcará? 

02. Um time de futebol de São Paulo irá enfrentar uma equipe de Roraima. A delegação do time paulista embarca às 08:00 rumo ao seu destino, e após 6 horas de viagem o time chega. Qual o horário que o time de São Paulo desembarcou em Roraima? 

03. A linha imaginária, que corresponde ao marco inicial (0°) dos fusos horários é? 

04. Supondo-se que sejam 13 horas do dia 20 em Osaka (135ºE), quais seriam a hora e o dia em Curitiba (45ºW)? 

05. Um avião decolou do aeroporto da cidade A (45°W) às 7 horas com destino à cidade B (120°W). O vôo tem duração de oito horas. Que horas serão na cidade B quando o avião pousar?

Grande abraço.

ORGANIZAÇÃO
GOMES, Róger Walteman

segunda-feira, 22 de abril de 2013

POR POUCOS TEREM MUITO É QUE MUITOS TÊM POUCO

Um olhar crítico da realidade existente atualmente. Isso que Eduardo Marinho aborda, em seus pensamentos e sua arte, ou seja, em minha opinião, uma arte crítica em um mundo alienado. Veja alguma frases deste filósofo, sendo considerados por muito, apenas como um filósofo de rua.

"A sabotagem do ensino, a desinformação, a narcotização pelas mídias e a violência contra os pobres de grana são planejadas, comandadas, executadas e consentidas pelos pobres de espírito."
Eduardo Marinho

"A preciosidade humana se revela no olhar, nos valores, nos pensamentos, nos sentimentos, no caráter." Eduardo Marinho

"Trabalhar no espírito para primeiro mudar a si mesmos e depois agir com a integração,cooperação e o amor.Esse é o caminho."
Eduardo Marinho

"Arte é função, artista de decoração, é um artista falho, um artista fútil, vazio, ele tem sensibilidade, mas não olha ao mundo em volta."
Eduardo Marinho

"A minha pobreza é a minha riqueza, e nessa sociedade competitiva, a minha derrota é a minha vitória!" Eduardo Marinho

Dono de uma das artes mais realistas e criticas da sociedade brasileira:


Veja um dos vídeos de Eduardo Marinho neste blog:


 ATIVIDADE

01. Após estudos, relações e inter-relações com o cotidiano, tente responder a afirmativa de Eduardo Marinho na imagem acima.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

RIO GRANDE: O INÍCIO DA HISTÓRIA GAÚCHA

O Município do Rio Grande/RS é o mais antigo do Estado do Rio Grande do Sul, com fundação em 19 de fevereiro de 1737, pelo Brigadeiro José da Silva Paes. O município foi parte do plano político de discussão entre regiões metropolitanas e coloniais. Localizado à margem sul do canal que liga a Laguna dos Patos ao Oceano Atlântico, Rio Grande/RS faz parte da maior costa retilínea do mundo, de Laguna/Santa Catarina a Maldonado/Uruguai. Nesse sentido, ressalta-se o Balneário do Cassino, que faz parte do Município. (MARTINS, 2006) 



Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a cidade de Rio Grande/RS tem uma população absoluta de 197.228 (2010) distribuída num território de 2.709,534km². Nesse contexto, a densidade demográfica de Rio Grande/RS é de 72,79 hab/km², uma média bem acima da densidade demográfica do território brasileiro . A cidade de Rio Grande/RS, em 1920, possuía uma precária diversificação de indústrias, concentrando-se, principalmente, na indústria do pescado, bolachas e bebidas. Em 1937, tem-se a fundação da Refinaria de Petróleo Ipiranga, com forte apoio do Governo Federal, chefiado pelo então presidente Getúlio Vargas. O crescimento industrial da cidade traz imigrantes para o município, na qual cresce também a organização operária, formando diversos sindicatos. (MARTINS, 2006) 
O período da Ditadura Militar (1964-1984) trouxe grandes transformações para Rio Grande/RS, como também impactos sociais e ambientais, resultado de descartes de objetos industriais não controlados. Já que a cidade já se constituía historicamente como importante eixo geoestratégico, processo hoje atualizado na cidade pela construção do Superporto, além disso, ocorreu melhoramento nas vias de acesso ao município, atraindo diversos investimentos, como também transformando Rio Grande/RS em “Zona de Segurança Nacional”. 
Atualmente, Rio Grande/RS está passando por um processo de crescimento no que se refere à expansão do novo polo naval, recebendo diversos investimentos (privados e governamentais), configurando-se num dos principais centros portuários do Brasil. A atração de investimentos, propiciada pelos estaleiros, culminou com a construção de uma plataforma petrolífera, a P-53, que teve início em 2005 e término em 2008. A construção da P-53 gerou empregos no município atraindo grandes empresas do setor, além de discussões acerca da distribuição dos recursos. Sendo uma construção de alta tecnologia, a P-53 exigiu mão de obra qualificada para a sua construção. 



Ainda que se constitua em um importante centro universitário, a cidade de Rio Grande/RS não possui mão de obra especializada que atenda à demanda da construção da plataforma petrolífera. Dessa forma, Rio Grande recebeu, e ainda recebe, migrantes de todas as regiões do estado e/ou país, que estão capacitados para atuar no setor e vem atraídos pela prosperidade econômica da região. Visto a necessidade de mão de obra qualificada para dar suporte as modernas construções que estão se instalando em Rio Grande/RS, a Universidade do Rio Grande (FURG) impulsiona a criação de novos cursos, direcionando-os para a atividade naval.


ATIVIDADE

01. Como você observa o Rio Grande de "ontem" em comparação com o Rio grande de "hoje?

FONTE:

GOMES, Róger Walteman

ORGANIZAÇÃO
GOMES, Róger Walteman